terça-feira, 12 de novembro de 2013

Posicionamento do IBGE sobre uso do formato MDB na INDE

Questionado sobre o uso do formato da ESRI (MDB) como a única opção para download dos dados da base 1:250.000, o IBGE respondeu assim:

"
Atendimento Numero:#75794/2013 - 3#
Prezado,
Segue resposta da área técnica...

O documento de Referência da e-PING – Versão 2013 define, conforme item
3.1-Adoção Preferencial de Padrões Abertos, que “Padrões proprietários são
aceitos, de forma transitória, mantendo-se as perspectivas de substituição
assim que houver condições de migração.Sem prejuízo dessas metas, serão
respeitadas as situações em que haja necessidade de consideração de requisitos
de segurança e integridade de informações”.
Nesse contexto, o motivo da disponibilização inicial no formato geodatabase
(*.mdb) foi pautada por uma questão relativa à capacidade de armazenamento. Não
tivemos condições de garantir que formatos abertos suportassem o volume de
dados (aproximadamente 2GB) ou que mantivessem sua integridade. Adicionalmente,
o formato geodatabase permite que o usuário trabalhe em plataformas de Software
livre, como o QGIS, e exporte a base para formatos como o shapefile, se assim
desejar.
Em consonância com o que estabelece o e-PING, informamos ainda que o fluxo de
trabalho para publicação da base cartográfica na INDE se encontra em fase de
implementação. Nossa previsão é que o acesso ao geoserviço esteja liberado para
os usuários em geral até o dia 13 de dezembro de 2013.
Atenciosamente,
"

Minha réplica:

"
O QGIS permite apenas que se utilize Geodatabase em instalações Windows. Em instalações Linux, são necessárias várias configurações adicionais que dificultam o acesso.

O Postgis poderia ser usado e suportaria sem nenhum problema o volume de dados, portanto, poderia ser facilmente gerado um arquivo DUMP com essa base de dados.

O formato GML, SQLITE com extensão espacial, assim como shapefile poderiam ser utilizados. Nesse último caso, seria necessário simplificar o banco de dados, mas seria suficiente para muitos usuários.

O item 3.1 a meu ver não se aplica uma vez que o IBGE já sabia da necessidade de uso de padrões abertos, portanto não seria algo transitório considerando a entrada em vigor da norma. Também destaco que o formato MDB suporta até 2Gb, e se a base de dados é de aproximadamente 2Gb, também não se trata de um formato adequado.

Espero que o IBGE passe a usar softwares livres e formatos abertos como prioridade e não apenas como uma "segunda opção" ou como uma obrigação legal de atender a legislação vigente. Disponibilizar dados em formatos privativos apenas ajuda os fabricantes a venderem seus produtos e deixam usuários de softwares livres sem condições de utilizá-los. Eu mesmo até o momento não consegui utilizar os dados disponibilizados.
"

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Junção de camadas e cálculos em atributos

O sistema de metadados estatísticos do i3Geo abre uma perspectiva nova no processamento de dados. Nesse sistema o banco de dados é "mapeado" para permitir a construção automatizada dos SQL utilizados como fonte de dados na definição das camadas incluídas no mapa.

Com base nesse sistema é possível o desenvolvimento de ferramentas de manipulação das camadas que antes não tinham como ser criadas. Um exemplo é a implementação de uma opção para junção de atributos entre camadas e realização de cálculos.

A seguir são mostradas algumas imagens representativas desse processo. No exemplo procurou-se resolver a questão: "Quais municípios tiveram redução na população residente entre os anos de 1970 e 2000.

Inicialmente as camadas para os dois anos são adicionadas ao mapa. Na sequência, as camadas são juntadas e é definida uma nova coluna na camada resultante. Essa coluna realiza o cálculo de subtração da população de um ano pelo outro usando SQL. No final, a legenda é modificada para destacar os municípios onde houve queda na população.





domingo, 8 de setembro de 2013

7 de setembro pra não se esquecer

Esse 7 de setembro foi marcante. Não havia visto até hoje um aparato policial tão grande nas ruas. Helicópteros voando baixo o tempo todo, equipamentos de segurança novinhos estreando, policiais super equipados, cavalaria pra todo lado, carros enormes correndo pelos canteiros e ruas.

O governo mostrou sua força e revelou-se fraco.

Tudo bem que Brasília é patrimônio e precisa ser preservada, mas não é nada legal ver tanta gente sendo revistada nas ruas, vans sendo paradas a esmo e os ocupantes obrigados a passarem por revistas constrangedoras. Um ar triste nas pessoas, capital parecendo em estado de sítio.

Mas qual o motivo disso tudo? Os mascarados? Então, vamos aos fatos presenciados, e conclua quem são os vândalos.

Fui ao evento "Celebra Brasília", no centro da cidade, em área pública, patrocinado pelo Governo Federal, Governo do Distrito Federal, Furnas, Petrobrás e Eletrobras.

A primeira foto mostra o local que foi todo cercado, apesar da entrada franca. Do lado esquerdo uma área foi fechada e só os convidados podiam entrar (me disseram que estavam esperando 700 "otoridades").

A segunda foto mostra o show acontecendo. No cercadinho não estavam presentes mais que 50 pessoas e foi assim o tempo todo. Do lado direito o povo espremido. Do lado de fora centenas de pessoas foram impedidas de entrar na festa e os seguranças alegavam que o espaço estava lotado (tinha gente conhecida minha do lado de fora).

Só pra completar: no cercadinho rolava whisky, espumante e comidinhas, vez por outra saia de lá um ser todo feliz da vida com sua taça pra circular entre o povo. No buteco popular da festa, a mesma garrafa de espumante era vendida a R$ 100,00 (marca que custa uns 25 nos mercados normais).

Por fim, quem são essas pessoas do "cercadinho"? Como podem aceitar ficar ali? Que elite é essa?

Não sou viúva do PSDB nem contra o bolsa-família, etc. Mas que é difícil engolir algumas coisas nesse governo isso é.






terça-feira, 2 de julho de 2013

OSM e i3Geo

O Open Street Map, conhecido como OSM, é uma base cartográfica livre, desenvolvida de forma colaborativa.

Para utilizar o OSM em um aplicativo na web você pode acessar um serviço que forneça as imagens para compor os mapas (tiles), ou então baixar os dados vetoriais  e criar seu próprio servidor.

A maior dificuldade para incorporar o OSM no i3Geo estava no fato dos serviços disponíveis utilizarem a projeção Mercator (a mesma utilizada pelo Google). Como o i3Geo utilizava apenas dados em coordenadas geográficas, foi necessário realizar algumas adaptações no código, a exemplo do que foi necessário para uso da API do Google Maps.

Essas adaptações não foram muito difíceis mas exigiu um pouco mais de estudo das características do OpenLayers já que o uso do OSM baseia-se nas opções já existentes no OpenLayers. Basicamente foi necessário incluir um parâmetro (javascript) para que o usuário indique que deseja usar a projeção Mercator e adaptar as funções que fazem cálculos sobre coordenadas.

Para exemplificar o uso foi criado um novo html na pasta i3geo/interface chamado osm.htm acessível pela url http://localhost/i3geo/interface/osm.htm.

Nesse exemplo foram incluídas duas opções para uso de camadas baseadas no OSM, o desenvolvedor pode acrescentar outras e definir qual será a utilizada no mapa. Após o mapa ser aberto o usuário pode trocar a camada, escolhendo dentre aquelas que o desenvolvedor definiu.

Seguem algumas imagens do i3Geo utilizando o OSM.